domingo, 16 de junho de 2013

As lições de Lemann, Telles e Sicupira para empreendedores

O que os empreendedores podem aprender com a história do trio de investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira


Jorge Lemann
Jorge Paulo Lemann: apetite por aquisições
"Lojas Americanas, Burger King, Block­buster, Submarino, Bud­weiser e Heinz. O que es­sas marcas têm em comum? Os donos. Todas elas são controladas pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Mar­cel Telles e Beto Sicupira. O trio fez história ao comprar empresas em dificuldades, po­rém com nomes fortes, e reformular a gestão seguindo a cartilha da meritocracia e a obsessão por custos baixos. 
Economista formado em Harvard, o carioca Lemann fundou em 1971 a corretora Garantia. Nos anos seguintes, Telles e Sicupira foram trabalhar na empresa e acabaram se tornando sócios do negócio, que virou um banco de investimento. Em 1982, os três compraram a Lojas Americanas. Sete anos depois, foi a vez da Brahma, negócio que deu origem à Ambev após a fusão com a concorrente Antarctica em 1999. 
Poucos meses antes, o banco Garantia havia sido vendido. O foco dos sócios passou a ser os fundos de in­vestimento em empresas. Em 2004, os três criaram o 3G, fundo para aqui­sições de empresas americanas.
Em 2008, eles adquiriram a Anheuser-Busch, cervejaria dona da marca Bud­weiser num negócio de 52 bilhões de dólares. Dois anos depois, foi a vez da rede de fast-food Burger King. Em 2013, o trio acertou a compra da fabricante de alimentos Heinz. 
As histórias estão em Sonho Grande, livro lançado recentemente pela Editora Sextante. Escrito pela jornalista Cristiane Correa, o trabalho é resultado de quase 100 entrevistas com pessoas que acompanharam a trajetória dos três empresários. Conheça algumas lições deles para os negócios.  
Copie boas ideias
Quando estava à frente do Garantia, Lemann teve a oportunidade de conhecer o funcionamento do banco americano Goldman Sachs e gostou do que viu. Na volta ao Brasil, adotou no Garantia o sistema de remuneração com salários abaixo do mercado, os bônus agressivos e a compra de ações pelos funcionários — parte da cultura do banco americano.
"Copiar o que funciona bem é mais prático", era uma das diretrizes do Garantia na época. Quando adquiriu o controle da Lojas Americanas, Sicupira enviou cartas aos principais varejistas do mundo pedindo para conhecer suas­ operações. A solicitação foi aceita por Sam Walton, fundador do Walmart.
Nos Estados Unidos, onde está localizada a sede da multinacional varejista, Sicupira pôde conhecer o minucioso controle de custos da empresa e o implantou na rede brasileira.
Tenha fanatismo
Os funcionários das empresas dos três sócios são estimulados a se devotar ao trabalho. No Garantia, os empregados que saíam mais cedo passavam pelo constrangimento de receber uma salva de palmas dos colegas.
Na Lojas Americanas, em certa ocasião, Sicupira dançou vestido de odalisca no centro do Rio de Janeiro. Foi o pagamento de uma promessa feita aos funcionários que haviam conseguido aumentar a margem de lucro da empresa. 
Forme uma elite 
Lemann define o tipo de gente com quem gosta de trabalhar pela sigla PSD — poor, smart, deep desire to get rich (“pobres, espertos, com muita vontade de ficar rico”). O próprio Telles se encaixava nesse perfil. Em suas primeiras semanas de trabalho no Garantia, Telles foi uma espécie de office-boy que levava para os clientes os papéis negociados pelo banco.
Em dois anos, ganhou o direito de comprar uma pequena participação acionária. Desde essa época, os funcionários com os piores desempenhos são demitidos. "É como um galho morto, que precisa ser podado", diz Telles. Outro mandamento é oferecer incentivos a funcionários de todas as áreas do negócio. "Goleiro também tem de ganhar bem", costuma dizer Lemann.
Corte custos
O controle de custos foi uma lição aprendida com o Walmart e replicada à exaustão nas empresas administradas pelos três sócios. "Custo é como unha. Tem de cortar sempre", diz Sicupira. Quando Telles assumiu a gestão da Brahma, havia restaurantes, vagas de estacionamento e banheiros exclusivos para os executivos.
A burocracia na empresa era enorme. Uma piada entre os funcionários dizia que, num futuro distante, um arqueólogo ao pesquisar as ruínas da empresa concluiria que ali havia funcionado uma fábrica de papel com uma cervejaria em anexo para os empregados beberrões. Em três meses, Telles aboliu os privilégios da diretoria e 2 500 funcionários saíram da empresa. 
Seja impessoal
Dois episódios dão a dimensão de como os interesses pessoais não se misturam com os negócios nas empresas de Lemann, Telles e Sicupira. Em certa ocasião, o filho de Telles, de 11 anos, contou ao pai o interesse em trabalhar em suas empresas. Telles explicou ao garoto que não seria possível atender ao desejo dele.
Os filhos dos três sócios não podem fazer carreira em suas companhias. O máximo permitido é ser trainee durante um ano. Depois disso, precisam encontrar emprego.
"A gente analisa 70.000 candidatos a trainee por ano. Será que minha genética é tão forte para eu criar o melhor desses 70.000? Não só não acredito em milagres da genética como acho que nossa cultura desapa­receria”, disse Telles certa vez.
Em outra ocasião, Robert Cooper, sobrinho de Lemann, perguntou ao tio se poderia conhecer o camarote da Brahma no Carnaval. A resposta foi: "Aquilo é um negócio. Os convites são para gente famosa, mulheres bonitas e para quem me ajuda a ganhar dinheiro. Em que categoria você está?"
Seja simples
Um dos princípios do Garantia dizia que “o simples é sempre melhor que o complexo”. Nas empresas adquiridas mais tarde, o trio implantou a mesma filosofia. O ambiente de trabalho costuma ser informal. As salas dos chefes não têm divisórias, e um grupo pequeno de secretárias atende todos os executivos.
Raciocínios simples e diretos guiam a tomada de decisões. Um exemplo foi a compra da Brahma. "País tropical, marca boa, população jovem e má administração. Tem tudo para a gente transformar num negócio grande", foi o argumento que Lemann usou para convencer um sócio que duvidava da viabilidade do negócio.
Os hábitos simples também são levados para a vida pessoal. Durante o roubo a um posto de gasolina onde abastecia o carro, em 1991, Lemann passou despercebido pelos assaltantes — que não se interessaram por seu Passat com dez anos de uso."

Dicas Básicas De Como Lucrar Com Sua Empresa


Dicas básicas de como lucrar com sua empresa

"Para que uma pequena empresa se transforme em um negócio sustentável, lucrativo e inovador, é preciso muito mais do que a paixão do empreendedor. Se no começo o objetivo é manter a startup no verde, crescer e sustentar a empresa passam a ser as principais dificuldades que muitos empreendedores enfrentam com o tempo.
Por meio do relatório “Breaking through the Growth Ceiling”, o CEO da aceleradora Impulsa Business Accelerator, Fernando Sepulveda, lista os principais motivos que impedem uma empresa de crescer. Além disso, mostra quais são as estratégias necessárias para reverter o jogo.
Ele explica que a startup pode estar confortável com uma situação estável, mas quando aparecerem outros players no mercado ou o nicho de clientes que você mirou no começo mudar, crescer ficará muito mais difícil.
O plano de negócios está velho, a cultura da startup não evoluiu, profissionais errados estão em posições-chave ou falta de capital para financiar o crescimento são as quatro razões que o relatório para as empresas pararem de crescer. Confira abaixo cinco dicas que podem ajudar empreendedores a refletirem sobre suas estratégias de crescimento.
1. Reveja seu plano de negócios
Para alguns especialistas, ter um plano de negócios é essencial para quem está começando a empreender. Além de auxiliar a mapear oportunidades, o documento serve também para que o empreendedor entenda bem do mercado que está atuando.
No relatório, Sepulveda, afirma que o plano de negócios que, um dia, contribuiu para o sucesso, pode não servir mais em um outro momento. Para ele, sair de uma receita de 3 milhões de dólares para 30 milhões de dólares requer uma mudança estratégica, no foco e nos produtos.
2. Aproxime-se dos seus clientes
Empreendedores que se apegam ao plano de negócios original podem também deixar para trás elementos que poderiam ajudar e transformar a empresa. Para descobrir o que é preciso mudar, os clientes devem ser as principais fontes de pesquisa. É a forma mais fácil e barata de fazer uma pesquisa de mercado.
Esse acompanhamento ajudará a empresa a ser menos reativa e mais proativa. Ao resolver os problemas dos seus clientes e continuar oferecendo o que eles precisam, eles continuarão com a empresa.
3. Mude a cultura da empresa
No ambiente de startups é comum que profissionais tenham diversas funções. No começo, as coisas funcionam, mas depois de um tempo, pode ficar complicado tomar decisões ou delegar tarefas para outras pessoas.
Às vezes, o empreendedor que começou o negócio pode não ser o mais indicado para fazê-lo crescer. Por isso, para crescer, deixe o estrelismo de lado e contrate pessoas melhores que você. Eles são fundamentais para que a startup seja escalável.
4. Recrute talentos
Para que sua empresa passe para o próximo estágio de crescimento, talentos devem ser contratados, mas com cautela. O tipo de talento que cada startup precisa é diferente, isso tem que ser levado em conta na hora de avaliar os currículos.
Outro ponto que deve ser considerado é que para que o talento se destaque é preciso que a empresa mude também. Com a vinda de uma pessoa nova na empresa, é preciso um esforço da equipe para que tudo entre em sintonia.
5. Cuide bem das finanças da empresa
Ainda de acordo com o relatório, Sepulveda afirma que, normalmente, donos de pequenas empresas têm medo de investidores de fora entrando no negócio ou de pegar empréstimos em bancos.
Entretanto, crescer requer capital, e para atrair a atenção de um investidor ou conquistar a confiança de uma instituição financeira, as finanças da sua startup devem estar organizadas. Para ele, os fundadores são muito competentes nas áreas que são especializados, mas muitas vezes têm expectativas irreais sobre o valor da empresa."

terça-feira, 11 de junho de 2013

10 cursos online grátis para empreendedores

Com a correria em que estamos acostumados a viver, nem sempre sobra um bom tempo para estudar e se aperfeiçoar. Por conta disso, investir em cursos online é uma boa opção para quem deseja um diferencial para cuidar de sua empresa ou simplesmente para quem quer melhores qualificações no currículo.


Existem ótimos cursos online em diferentes áreas. Que tal conferir cursos ideias para empreendedores? Separamos alguns para você.

1- Desenvolvimento rápido de produtos inovadores para mercados emergentes

O curso aborda metodologias para a inovação em mercados emergentes, utilizando temas como comportamento do consumidor, tendências sociais e tecnologias. É um curso mexicano da Coursera, por isso, as aulas são ministradas em espanhol.


2- Introdução ao Private Equity e Venture Capital para empreendedores

O Private Equity e o Venture Capital são fundos de investimento, que tem como característica a comodidade de serem geridos por especialistas no ramo. Por serem formas de aplicação financeira com um bom retorno, o empreendedor que está interessado em alavancar o seu negócio pode se beneficiar bastante caso possua conhecimento na área.
O curso é dividido em oito módulos, com o total de 40h de carga horária. Temas como captação de recursos e aspectos gerais da indústria estão dentro do planejamento do curso.
O projeto é fruto de uma parceria entre o Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV-EAESP (GVCepe) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).


3- Empreendedorismo Tecnológico

É um curso da universidade de Stanford que aborda os processos de empreendedorismo tecnológico usados como conceitos básicos durante a criação de grandes startups no Vale do Silício. Mais de 40 mil estudantes de vários países participaram da primeira edição.
Capacitar os estudantes a criarem e verificarem planos de captação de talentos e capital, e produzir e identificar modelos de negócios de como vender e promover uma ideia empreendedora são alguns dos objetivos do curso. As aulas são ministradas em inglês.


4- Formação do Preço de Venda

Direcionado aos empresários do comércio varejista, o objetivo do curso é capacitar os alunos a elaborar preços competitivos de modo que estes não prejudiquem os lucros da empresa. É dividido em módulos que abordam temas como, introdução à formação de preço de venda, conhecendo custos e despesas fixas, entre outros.
A carga horária total é de 15h, que devem ser completadas no período de 30 dias. É organizado pelo SEBRAE.


5- Contratação de Trabalhadores

É um curso oferecido pela FGV Online que trata questões trabalhistas, como custo de contratação de empregados, conceito de terceirização de serviços, entre outros. A carga horária de 5h torna este curso bastante atrativo para empreendedores que estão no início de seu projeto e precisam efetuar contratações.


6- Contabilidade na prática

O Instituto Politécnico de Ensino a Distancia (IPED), oferece um curso para que empreendedores aprendam noções básicas de economia. Os assuntos tratam regime tributário, folha de pagamento, entre outros. Há como optar por planos pagos, que contam com um acompanhamento especializado, maior carga horária e outras vantagens.


7- Procedimentos para Exportação

Curso do SEBRAE direcionado aos empresários de pequenos negócios com interesse em atividades de exportação. O objetivo é que os profissionais conheçam as atribuições da atividade e os modos de ação dos órgãos envolvidos. Trâmites aduaneiros e outros procedimentos fazem parte do assunto estudado.


8- Plano de Negócios

Curso que ensina o empreendedor a gerenciar as etapas de criação de um plano de negócios, como planejamento financeiro e estudo de mercado. É uma boa opção para iniciantes ou até mesmo para os profissionais que sentem dificuldades no tema. É organizado pelo IPED e também possui modalidades pagas, com vantagens como maior abordagem do assunto.


9- Introdução às finanças

Curso da universidade de Michigan, por meio do Coursera. As aulas consistem na apresentação de ferramentas que medem valores e riscos, que podem ser utilizadas tanto no âmbito profissional, quanto pessoal. Durante as aulas serão utilizadas teorias e experiências reais para demonstrar como recursos variados podem ser analisados. O curso é ministrado em inglês.


10 - Engenharia para startups

É um curso da universidade de Stanford voltado para startups que atuam na área de TI ou que precisam de um grande apoio de funcionários desse setor. É necessário possuir conhecimentos de programação, pois técnicas e ferramentas de programação serão apresentadas durante o decorrer do curso.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

 As cores da sua empresa 
Dentre os diversos fatores de Marketing que exercem influência no comportamento do consumidor e no relacionamento que a empresa mantém com ele, a cor é um elemento que merece destaque.
Quando se trabalha na gestão de um negócio, deve-se pensar em tudo, principalmente nos detalhes. Nos dias de hoje, tão mais importante do que prestar bons serviços e oferecer produtos com qualidade, agregando valor e oferecendo um atendimento diferenciado, é preciso pensar, de forma estratégica, na atmosfera do negócio; ou seja, em sua alma, nos aspectos intangíveis proporcionados. Os relacionamentos devem, pois, criar experiências satisfatórias.
As cores, certamente, constituem um elemento-chave nesse processo, uma vez que o emprego delas exige tradução da alma do negócio, do que ele exatamente representa e do posicionamento que se busca criar na mente das pessoas, particularmente entre os clientes.
Pense desta forma: se uma empresa atua na área de alimentação, dos fatores que seus clientes consideram importantes, os destaques recaem à higiene. Você concorda com isto, dentro de um princípio lógico? Pois bem: e qual cor é representativa de higiene? A branca. Portanto, teoricamente, este restaurante, por exemplo, precisa trabalhar com a cor branca ou outra, clara, que traduza, na prática, uma imagem de higiene e de limpeza.
Um outro exemplo: se uma empresa quer oferecer o item “segurança” em seus serviços, quais as cores mais adequadas para traduzir este benefício? A cor branca novamente é uma delas e, a segunda, a cor azul, num tom mais suave. Uma empresa aérea precisa oferecer segurança em seus serviços? Claro! Pois pense, agora, nas empresas que oferecem tais serviços e quais são as cores que elas utilizam. Observe como há uma justificativa para tudo.
Agora pense nos benefícios que os clientes esperam que sua empresa ofereça; pense também na imagem que eles têm da empresa e nas características que você deseja que eles identifiquem. Trabalhe com a percepção do cliente, colocando-se na condição dele ou ouvindo-o pessoalmente, se for possível.
Feito isto, identifique as cores que traduzem, na prática, tais combinações. Para facilitar este exercício, procure as referências em algumas das características de cada uma das cores:
· Amarelo: traduz prosperidade, purificação e luminosidade, provocando um estado de ânimo impreciso; dispersa a atenção e não é indutor de uma ação de resolução; pode estimular o raciocínio; o amarelo é a primeira cor percebida pelo olho humano e traz alegria e calor;
· Azul: tem função de calmante e, em alguns casos, substitui o verde, fazendo referência ao meio-ambiente; é relaxante e agradável, com grande utilidade para combater a ansiedade e os preços muito elevados; traduz paz e serenidade; simboliza a fidelidade e a harmonia;
· Branco: representa paz, pureza, felicidade, misticismo e higiene; abre a consciência para o infinito;
· Cinza: adequado para casos onde não se deseja chamar a atenção; representa até, em alguns casos, falta de higiene;
· Laranja: identifica saúde e força;
· Lilás: representa a sorte e transforma as energias negativas em positivas;
· Preto: transmite a sensação de algo absoluto e definitivo;
· Rosa: pode ser utilizado em áreas de atendimento e reclamações do consumidor; traduz realeza e poder, autoridade e sabedoria; representa amor, harmonia e esperança;
· Verde: inspira repouso, simpatia, cordialidade e equilíbrio; representa vida e esperança, saúde, bem-estar e estabilidade;
· Vermelho: ligado à paixão, amor, coragem, perigo, guerra e fogo, faz referência, também, a algo quente, saboroso e rápido; ideal para chamar a atenção; tem aplicações adequadas no setor de alimentação; traduz energia, força física e vitalidade; desperta a vontade e precisão nos resultados;
· Violeta: predispõe o ânimo para a tristeza e reflexão.
Se no exercício anterior foi identificado que, na prática, você está sintonizado com os resultados apurados, parabéns! Do contrário, é melhor começar a rever o uso que faz das cores na sua empresa, pois há um distanciamento entre as cores que você utiliza e aquelas que, efetivamente, seriam as mais adequadas para representar o propósito do seu negócio. É preciso pensar com seriedade nisto!
Muito embora a aplicação das cores tenha um resultado prático para empresas que operam no varejo, onde o ato de comprar precisa ser capaz de provocar sensações e experiência nos consumidores, há um grande espaço para a utilização de estratégias cromáticas em outros setores do mercado, até mesmo no ambiente interno das empresas, com benefícios aos funcionários.
O uso adequado das cores no seu negócio colabora, e muito, para a construção de uma imagem competitiva; o uso inadequado pode, até, levar ao fracasso, dentro de outras dimensões de estudo. A estratégia cromática pode ser um fator de criação de vantagem competitiva, quando bem utilizada dentro das associações aqui recomendadas.
Para obter informações sobre as cores e suas aplicações, o site www.mundocor.com.br é uma oportuna fonte de consulta.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O primeiro passo para seu negócio dar certo

Nesta edição de GURU EM 60 SEGUNDOS, o consultor em gestão, César Souza, dá dicas para o empreendedor novato em busca da consolidação de seu negócio. Segundo ele, o trabalho precisa estar em harmonia com sua vocação, o que torna tudo mais fácil. Confira.


A dica da exceção é tão importante quanto as dicas para o sucesso. O empreendedor deve atuar com profissionalismo e ética, aceitando e respeitando seus próprios limites.

Acesse o vídeo:  http://exame.abril.com.br/videos/guru-em-60-segundos/o-primeiro-passo-para-seu-negocio-dar-certo

quarta-feira, 5 de junho de 2013

10 perguntas que assustam os empreendedores

A Young Entrepreneur Council, uma associação mundial de empreendedores, publicou uma lista com questões que todos os investidores querem saber

Por Thiago Cid
  shutterstock













Encarar um grupo de investidores é tarefa que exige muita preparação do empreendedor. Se ele quiser conquistar aquele aporte para sua startup, terá de responder com segurança a todas as dúvidas de seus inquisidores. Não são perguntas fáceis. Qualquer deslize na explicação do negócio ou desconhecimento de algum detalhe da operação pode custar o tão sonhado capital. Para ajudar os empresários nesse momento de tensão, os diretores do Young Entrepreneur Council, uma associação mundial de empreendedores, elencaram dez perguntas que podem matar um projeto durante a apresentação do pitch.
1) Qual é o problema da empresa? 
Os investidores são como interrogadores e querem saber o que há de errado no projeto. Pode ser receita baixa, gestão ineficiente, falta de mercado definido. Saber as próprias fraquezas é fundamental para não se mostrar ingênuo e despreparado diante dos investidores.

2) Qual é o diferencial da empresa? 
Com tantas empresas oferecendo produtos semelhantes, qual é seu diferencial competitivo? Por meio de análises comparativas e due diligences, o empreendedor pode chegar ao seu diferencial, seja ele técnico, tecnológico, financeiro, de abrangência. O importante é ter meios concretos para provar que o produto ou serviço tem um valor diferenciado.

3) Qual é o valor da empresa? 
Os investidores nunca deixam de fazer essa pergunta, mas sabem que não há uma resposta exata. Eles querem ver a capacidade do empreendedor em mostrar cifras realistas. Assim como superestimar seu negócio, um valor baixo também desperta suspeitas. Para aumentar suas chances, o empreendedor deve tentar reunir o maior grupo de investidores interessados. Um eventual leilão entre os capitalistas pode elevar o valor da empresa.

4) Qual é o seu custo de aquisição de clientes? 
Estimativas realistas, feitas com base em números bem apurados, é a melhor forma de responder a essa questão. Se o empreendedor não for capaz de explicar como irá conquistar clientes sem prejudicar as finanças, está falhando na apresentação do negócio. 

5) Quando vou receber meu dinheiro de volta? 
Ideias mirabolantes existem aos montes e o investidor quer o dinheiro dele de volta. Por isso, tão importante quanto à ideia, é sua execução. O empreendedor precisa transparecer sua capacidade de fazer o negócio girar. Além de mostrar sua experiência, deve detalhar todos os aspectos financeiros, mostrar com clareza como o modelo de receita funciona e as possíveis estratégias de desinvestimento.

6) Por que uma grande empresa não faz isso? 
Esta pegadinha faz com que o empreendedor realmente reflita sobre as potencialidades do seu negócio. Ele está construindo algo inovador, que desperte a atenção das empresas de tecnologia para uma possível aquisição, ou seu produto é semelhante ao de outros players?

7) Por que isso não foi feito antes? 
Algumas aplicações ainda não foram criadas. Outras não deram sorte por causa da falta de tecnologia existente, da falta de mercado ou de inúmeros outros motivos. O que o investidor quer descobrir é o conhecimento do empreendedor sobre o cenário em que ele pensa em entrar. Quais foram os fracassos do passado? E os sucessos?

8) O que é sucesso para sua companhia? 
Investidores querem negócios ambiciosos, com possibilidade de desinvestimento rápido e lucrativo. É uma pergunta para medir a ambição do empreendedor. Mas não são apenas os muito ambiciosos que podem ter sucesso. A pergunta também serve para calibrar o nicho potencial do novo negócio, uma vez que empresas de nicho e de capacidade de crescimento um pouco mais reduzida, porém sólidas, também estão no alvo dos investidores.

9) Você conhece determinada empresa? Por que não? 
No fundo, eles querem saber se o empreendedor conhece todo o mercado, os competidores, os possíveis competidores no futuro. Não basta saber apenas quais são aquelas duas ou três empresas que podem roubar seus clientes, mas e os estrangeiros? E aquelas com potencial de ampliar seu espectro de negócios?

10) Qual é o seu plano de crescimento? 
Eles querem saber como você vai fazer tudo que já fez. Uma boa sugestão é visualizar seu futuro: que tipo de recursos são necessários para criar o negócio? Como ele irá aumentar sua estrutura e base de clientes?