terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gente medíocre é um serial killer de carreiras


O profissional medíocre não cabe mais no mundo em que estamos. Já quem trabalha bem e quer se aperfeiçoar sempre vai encontrar emprego


Executivo com luvas de boxe
Você se lembra de um conceito básico da matemática chamado mínimo múltiplo comum? Tínhamos de calcular qual seria o menor número que era múltiplo de outros dois ao mesmo tempo. De 6 e 9, por exemplo, seria 18. 
Recentemente, deparei-me com um conceito de gestão que me lembrou o curso primário. Trata-se do Menor Desempenho Aceitável (MDA). O que é isso? Ora, é o desempenho mínimo que alguém tem de demonstrar para não ser mandado embora do emprego, para não receber uma reclamação do cliente ou para deixar tudo exatamente como está.
Com frequência vejo o MDA sendo praticado por aí. Trata-se da filosofia dos medíocres. Gente que faz o menor esforço só para cumprir tabela, sem preocupação com surpreender, superar, evoluir. Uma legião de acomodados ao destino que eles mesmos construíram, que vão levando a vida esperando que algo melhor aconteça algum dia, por sorte. 
Aquela pessoa que sempre passou de ano com média 6, a menor nota suficiente. Você conhece esse tipo? Quero alertar que esse profissional medíocre é um serial killer de carreiras (ele prejudica os colegas também) e que não cabe mais no mundo em que estamos.
Nas empresas, vivemos a era da excelência, da qualidade, da preocupação com os detalhes e do aprimoramento contínuo. Definitivamente, não podemos fazer só o mínimo, pois o cliente é mais exigente e o concorrente está preparando o bote. Talvez seja conveniente lembrar de outro conceito da aritmética: o máximo divisor comum. Lembra? Trata-se do maior número inteiro que pode dividir outros dois.
Eu também não percebia sua aplicação, mas gostava da palavra máximo. E ainda gosto. No trabalho e na construção de carreiras profissionais nós não podemos esquecer o Maior Desempenho Possível (MDP), um índice inconstante, pois muda todos os dias, para cima, claro.
Felizmente a flosofia do MDP também é adotada por muitos, em todos os lugares, e salva nosso dia. Gente que sabe que dá para melhorar o desempenho sempre, e não se contenta em ficar como está. Alias, ninguém se mantém igual — ou melhora ou piora.
Ficar igual é ilusório, porque você sempre está sendo comparado com a média, e esta continua subindo. É que vivemos, atualmente, em um Mundo Mais Exigente (MME). E quem vai se sair melhor no MME? Os MDAs ou os MDPs?
Eugênio Mussak escreve sobre liderança. É professor do MBA da fundação Instituto de Administração (FIA) e consultor da Sapiens Sapiens

PROGRAMA DO LEITE EM ALAGOAS




A CPLA é a principal fornecedora do Programa do Leite em Alagoas, uma das modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Seu objetivo é propiciar o consumo do leite às famílias que se encontram em estado de insegurança alimentar e nutricional e incentivar a produção familiar.

A cooperativa ainda reforça a importância da iniciativa que fomenta a agricultura e beneficia as pessoas carentes em toda Alagoas. Em 2010, o Governo estadual ampliou o programa, proporcionando o ingresso de mais agricultores familiares no fornecimento do leite, o que estende as atividades da cooperativa, como também valoriza a cadeia produtiva. 

Atualmente a CPLA tem cerca de 2.300 produtores beneficiados com o programa, que movimenta 76.000 litros de leite diariamente, além de contemplar quase 80 mil famílias recebendo o alimento para complementar suas refeições.

Seminário e Laboratório de 
Práticas Internacionais

Inscrições Gratuitas!
Dia 11 de Novembro de 2013
Garanta sua Vaga! 
Informações e inscrições: 82 - 2121-3071


TECNOVA AL


Temos o prazer de convidá-lo(a) a participar do evento de pré-lançamento do Programa TECNOVA AL, de apoio à inovação em micro-empresas e empresas de pequeno porte, para o desenvolvimento de setores econômicos considerados estratégicos nos âmbitos nacional e local.

O Programa TECNOVA AL, que tem como parceiros a FINEP, a FAPEAL, a SECTI, a FIEA e o IEL, aportará recursos de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) no valor total de R$ 8.000.000,00 para as empresas que forem aprovadas na Chamada Pública.

O pré-lançamento será no dia 01 de novembro, às 9 horas, no auditório da Estácio/FAL.



quinta-feira, 17 de outubro de 2013


CURSO DE LOGÍSTICA EMPRESARIAL 

VI BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE ALAGOAS

Evento deste ano homenageia Portugal e vai trazer nomes importantes da literatura para o Estado


A VI Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que é promovida pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), deve reunir 200 mil pessoas no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, entre os dias 25 de outubro e 3 de novembro. Mais de 22 mil títulos vão ser expostos. O evento foi oficialmente lançado na manhã desta quarta-feira (11), no Hotel Ponta Verde. 

No café da manhã, compareceram representantes da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Governo do Estado, além do prefeito Rui Palmeira e de parceiros de instituições públicas e privadas. O evento deste ano homenageia Portugal.

A secretária municipal de Educação, Ana Dayse Dórea, ressaltou, na ocasião, a importância da Bienal para a educação. Ela garantiu estar presente no processo para que as crianças tenham acesso à leitura, criando um novo hábito. 

As instituições públicas e particulares estão sendo mobilizadas e as visitas, pré-agendadas e monitoradas. Segundo informações da organização, a visita dos alunos dá a dimensão do papel da Bienal no contexto educacional, que representa, para os estudantes, um aprendizado especial e diferente da rotina de sala de aula, além de promover a literatura e proporcionar conhecimento à população. 

Já Stela Lameiras, diretora da Edufal, ressaltou a importância do evento para os alagoanos, afirmando crer que a iniciativa mobiliza toda a sociedade. Para Rachel Rocha, vice-reitora da Ufal, a Bienal consolida a aproximação entre universidade e sociedade. “Significa a expansão da instituição, ultrapassando os muros da Ufal”, avaliou. 

A agenda cultural desta edição conta com nomes da literatura regional, como Nilton Resende e Arlete Vilela, além de escritores como Ariano Suassuna, Milton Gonçalves, Ney Sant'ana, Laura Muller e Tico Santa Cruz. Também marcará presença o escritor português Boaventura Santos, representante do país homenageado. 

domingo, 13 de outubro de 2013

Pare de se enganar: sucesso pede autoconhecimento

O professor de Harvard Robert Steven Kaplan diz que o sucesso depende de um processo corajoso de conhecimento pessoal


Robert Steven Kaplan, professor de Harvard

Robert Steven Kaplan tornou-se professor da escola de negócios de Harvard em 2005, depois de uma carreira de mais de 20 anos em Wall Street — a maior parte do tempo como alto executivo do banco Goldman Sachs, de onde saiu como vice-presidente do conselho (não confundir com o professor homônimo, criador da metodologia Balanced Scorecard).

Mesmo com um grande repertório em gestão de investimentos, na academia ele enveredou pela linha de estudos do comportamento profissional. Em seus livros, Kaplan trata da investigação profunda que os profissionais devem fazer em suas fontes de motivação — que, segundo ele, não são investigadas e por isso as pessoas não crescem. É nesse ponto que entra a experiência do mercado financeiro.
Como orientador de carreira, Kaplan não amacia. “Executivos bem-sucedidos devem ser capazes de listar seus pontos fortes e fracos”, diz. Em entrevista à VOCÊ S/A, o professor fala sobre seu novo livro, What You’re Really Meant to Do (“O que você realmente deve fazer”, em tradução livre), que será lançado em maio nos Estados Unidos. E ele promete ir fundo na busca dos interesses profissionais. 
VOCÊ S/A - As pessoas realmente buscam conhecer a si mesmas? 
Robert Steven Kaplan - Todos nós, e aqui me incluo, temos “pontos cegos”, ou seja, características pessoais das quais não temos conhecimento, mas que são evidentes para quem nos observa. Os profissionais estão em diferentes estágios do processo de conhecimento íntimo.
Nunca conheci alguém que não precisasse de ajuda ou conselho para se desenvolver. Uma pessoa pode prescindir de ajuda durante algum tempo, mas em algum momento certamente precisará conversar. A situação é a seguinte: se você não precisa de conselho, não está produzindo nada. Está parado, não está crescendo.
VOCÊ S/A - Essa busca é um processo constante, certo? 
Robert Steven Kaplan - É importante dizer que não são somente as pessoas que mudam. O mundo também está em transformação. A natureza das empresas e das indústrias muda. E você também muda: pode assumir novas responsabilidades, por exemplo. A busca do potencial único é certamente um processo constante.
Uma situação muito comum é encontrar uma pessoa que trabalha há dez anos no mesmo lugar e simplesmente deixa de gostar da empresa, do trabalho. A pergunta é: por quê? Ouço bastante esse tipo de queixa: “Eu costumava amar meu emprego, hoje detesto”. O que aconteceu? O emprego mudou ou é o profissional que está diferente? 
VOCÊ S/A - Com qual frequência devemos revisitar o que sabemos sobre nós? 
Robert Steven Kaplan - Não há um tempo certo, mas claro que não pode ser algo feito a cada segundo. Meu livro fala em atualizações regulares de seus pontos fortes e fracos, de suas paixões, de quem você é, o que você ama, qual o seu caráter, seu tipo de liderança. Essas são perguntas que as pessoas devem se fazer de tempos em tempos. O livro é como um roteiro — você não precisa consultá-lo sempre, mas deve pegá-lo de vez em quando para ter certeza de que sabe para onde está indo. 
VOCÊ S/A - O senhor acha que as pessoas dedicam a energia necessária a essa investigação?
Robert Steven Kaplan - Se você é cínico, tem complexo de vítima ou acha que o mundo é muito injusto, terá muita dificuldade em tentar qualquer caminho diferente daquele que está trilhando. Esse tipo de mentalidade negativa coloca o profissional em um ciclo de insatisfação. Lido com pessoas que são cínicas ou que acreditam que a Justiça não funciona o tempo todo. Percebo o quanto isso é improdutivo.
Nos Estados Unidos, quando se fala em imposto, por exemplo, há quem acredite que nada funcionará, que o governo está sempre prejudicando a população. É difícil encontrar uma solução quando se adota um padrão de comportamento destrutivo. Entendo que as pessoas recorrem a ele para se proteger. Elas já foram prejudicadas e não querem passar por isso novamente. Só que, no fim das contas, acabam prejudicando a elas mesmas. 
VOCÊ S/A - De acordo com o livro, esse tipo de mentalidade está relacionadoa experiências negativas que persistem na memória e prejudicam o desempenho. Isso é comum no trabalho?
Robert Steven Kaplan - Se você me der mil pessoas, lhe darei mil narrativas diferentes. A mais comum é “não sou bom o suficiente” e suas variações. Mesmo se as pessoas que convivem com o profissional o consideram incrível, a narrativa persiste. Isso leva profissionais a cometer erros graves.
As situações de pessoas que perdem a cabeça, que não cooperam e que são imprevisíveis, em muitos casos, não acontecem porque são babacas. Elas ocorrem por causa de insegurança, porque querem se proteger. Cada pessoa tem sua própria narrativa negativa. Não há quem não a tenha. O segredo é ter consciência de que ela existe e entender como afeta seu comportamento. Livrar-se dela não é possível. Mas saber que ela existe e não ser prisioneiro dela, sim. 
VOCÊ S/A - O senhor diz que devemos buscar uma definição própria para o sucesso. Como fazer isso diante dos modelos que a sociedade impõe? 
Robert Steven Kaplan - O livro é justamente sobre isso. É preciso entender pontos fortes e fracos e quais são suas paixões para definir o conceito próprio de sucesso. É um processo que demanda muito trabalho. A pressão dos colegas é muito forte. O roteiro que proponho não vai fazer com que o profissional fique blindado a essa pressão.
Além de conhecer suas qualidades e defeitos, ele deve entender por que se sente vulnerável à pressão social. Talvez falte autoconfiança. Ou então haja questões não resolvidas com os pais, o que leva o sujeito a tentar agradar os outros. Esse entendimento aumenta a determinação. 
VOCÊ S/A - Em termos práticos, quais estratégias um profissional pode adotar para se conhecer? 
Robert Steven Kaplan - Um bom exemplo é pensar em um momento durante a vida em que se sentiu melhor. O que você estava fazendo? Por que gosta tanto desse momento? Talvez você estivesse trabalhando com esportes, com crianças ou simplesmente escrevendo. Quais tarefas estava desempenhando? Por que você era tão bom nessas tarefas? É apenas um exemplo de exercício simples, que força a pensar sobre o passado.
Quando as pessoas fazem isso, percebem que gostam de trabalhar com gente ou com vendas, por exemplo. Mais: percebem que não pensavam a respeito disso havia anos. Na sequência, minha pergunta é: por que não trabalhar em uma empresa que ofereça esse tipo de trabalho? O importante é fazer algo além de pensar. Há o cérebro e o coração. Em outras palavras, pensar no que sentimos é fundamental.