domingo, 23 de fevereiro de 2014

As 20 empresas que dominam o Brasil, segundo a Forbes

Para se ter uma ideia, só as primeiras quatro empresas dessa lista superam todo o poder econômico da União

Bandeira do Brasil colocada no Complexo do Alemão

Quem domina o Brasil

Falar em desigualdade é algo mais do que comum no Brasil. Porém, as diferenças não valem só para os brasileiros, mas também para as empresas que estão no país.
É o que diz a Forbes, que destaca o abismo entre as pequenas companhias e os conglomerados (e o poder que eles possuem).
A Forbes se baseia num estudo da ONG Instituto Mais Democracia e da Cooperativa EITA, que resultou em um ranking para mostrar quem controla o capital do Brasil - muitas vezes fazendo uso de uma estrutura de poder complexa e quase invisível.
Para se ter uma ideia, só as primeiras quatro empresas dessa lista superam o poder econômico da União. As vinte companhias listadas estão diretamente relacionadas com 10 bilionários da Forbes de março de 2013.
O resultado desse ranking, que analisou mais de duas mil companhias, você pode ver agora.

1. Telefônica (Telecomunicações)

País de origem: Espanha
Poder econômico total: R$187,46 bilhões (US$79,99 bilhões)
Controlada pelo Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, pela Caja de Ahorros y Pensiones de Barcelona (La Caixa) e pela BlackRock.

2. Previ (Fundo de pensão)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$ 145,8 bilhões (US$62.21 bilhões)
Controlada pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil.

3. Telemar Participações (Telecomunicações)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$112,1 bilhões (US$47,38 bilhões).
Controlada por AG Telecom, LF Tel S.A., BNDES, Bratel Brasil, Fundação Atlântico de Seguridade Social, Previ, Funcef e Petros
A Oi é um dos investimentos da Telemar Participações.

4. BBD Participações (Finanças)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$102,4 bilhões (US$43,7 bilhões)
Controlada por Lázaro de Mello Brandão
A BBD é controlada por Lázaro de Mello Brandão, que é do Bradesco.

5. Stichting Gerdau Johannpeter (Aço)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$70,8 bilhões (US$30,21 bilhões)
Controlada por Klaus Gerdau Johannpeter, Germano Hugo Gerday Johannpeter, Frederico Carlos Gerday Johannpeter e Jorge Gerdau Johannpeter.

6. Wilkes Participações (Varejo)

País de origem: Brasil/França
Poder econômico total: R$67,6 bilhões (US$28,84 bilhões)
Controlada por Península Participações e Sudaco Participações
Conexão bilionária: Abilio Diniz
A Wilkes Participações é de Abilio Diniz.

7. Blessed Holdings (Processamento alimentício)

País de origem: Brasil/Estados Unidos
Poder econômico total: R$61,7 bilhões (US$26,33 bilhões)
Controlada por FB Participações (as famílias Bertin e Batista)
A família Bertin, que controla a Blessed Holdings, tem parte na JBS.

8. Banco Santander S.A. (Finanças)

País de origem: Espanha
Poder econômico total: R$ 61,2 bilhões (US$26,11 bilhões)

Controlado pelo Santander.

9. Jereissati Participações (Telecomunicações, shopping centers)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$50,1 bilhões (US$21,38 bilhões)
Controlada pela família Jereissati
A Jereissati controla a Iguatemi Empresa de Shopping Centers.

10. Ultra S.A. Participações (Distribuição de combustíveis)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$ 48,6 bilhões (US$20,74 bilhões)
Controlada por Daisy Igel, Paulo Guilherme Aguiar Cunha, Ana Maria Levy Villela Igel, Fabio Igel, Christy Participacoes, Marcia Igel Joppert, Joyce Igel de Castro Andrade, Rogerio Igel e Lucio de Castro Andrade Filho.
Conexão bilionária: Daisy Igel
O posto Ipiranga é parte da Ultrapar.

11. Andrade Gutierrez S.A. (Serviços de construção, telecomunicações)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$42,4 bilhões (US$18,09 bilhões)
Controlada pelas famílias Andrade e Gutierrez.

12. Rio Purus Participações (Têxtil, ferro)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$37,4 bilhões (US$15,96 bilhões)
Controlada por Dorothea SteinBruch
Conexão bilionária: Dorothea Steinbruch
Dorothea Steinbruch é dona da maior empresa de aço do Brasil, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

13. Belga Empreendimentos e Participações S.A. (Açúcar e etanol)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$ 36,6 bilhões (US$15,62 bilhões)
Controlada por Rubens Ometto Silveira Mello
Conexão bilionária: Rubens Ometto Silveira Mello.

14. Iupar – Itaú Unibanco Participações (Finanças)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$34,7 bilhões ($14,81 bilhões)
Controlada por Itausa (as famílias Setubal e Villela) e Companhia E. Johnston de Participações (família Moreira Salles)
Conexão bilionária: Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela.

15. Casino Guichard Perrachon (Varejo)

País de origem: França
Poder econômico total: R$ 33,8 bilhões (US$14,42 bilhões)
Controlado por Bengal LLC, Pincher LLC, Oregon LLC, King LLC, Segisor e Lobo I LLC
Conexão bilionária: Abilio dos Santos Diniz.

16. Península Participações (Varejo, processamento alimentício)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$33,8 bilhões (US$14,42 bilhões)
Controlada pela família Diniz
Conexão bilionária: Abilio Diniz
A Península Participações é controlada por Abílio Diniz, que possui ligações com o Pão de Açúcar.

17. Kieppe Patrimonial (Serviços de construção, petróleo e gás)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$33,7 bilhões (US$14,38 bilhões)
Controlada pela família Odebrecht.

18. Cia Brasileira de Energia (Energia)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$31,2 bilhões (US$13,31 bilhões)
Controlada pela AES Holding e pelo BNDES.

19. Itaúsa Investimentos ItaúS.A. (Finanças, diversos)

País de origem: Brasil
Poder econômico total: R$27,7 bilhões (US$11,82 bilhões)
Controlada pelas famílias Setubal e Villela
Conexão bilionária: Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela.

20. Stichting InBev (Cerveja)

País de origem: Bélgica/Estados Unidos
Poder econômico total: R$27,1 bilhões (US$11,56 bilhões)
Controlada por Eugenie Patri Sebastian e BRC Sart
Conexão bilionária: Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto da Veiga Sicupira and Marcel Herrmann Telles.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/quem-sao-as-20-companhias-que-dominam-o-brasil#1

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Café CINtegra



14 ideias de negócios promissores para começar já

Confira os tipos de negócios que devem crescer com força neste ano


Empreendedores


Empreendedores

Um estudo divulgado nesta semana mostrou que o empreendedorismo é opção de carreira para 84% dos brasileiros. Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor, sete em cada dez empreendedores começam o próprio negócio porque identificaram uma oportunidade e não por necessidade ou sobrevivência financeira. 
A identificação de oportunidade está intimamente ligada a uma análise de perfil e de mercado. Com base nisso, o principal site destartups do Reino Unido, o Startups, divulgou o relatório What business to start in 2014, com as melhores ideias de negócios para este ano. Confira os setores mais promissores, segundo o estudo.

Microcervejarias

Crescente na Europa e nos Estados Unidos, o mercado de pequenas cervejarias artesanais também ganha força no Brasil. Negócios que unem a produção da bebida e um ambiente de bar começam a despontar como boas oportunidades de negócios. Hoje, estima-se que o mercado brasileiro tenha mais de 200 cervejarias de pequeno e médio porte.

Personal trainer

Hoje, o setor de fitness atende no Brasil mais de seis milhões de pessoas e movimenta cerca de 5 bilhões de reais. Com a obesidade crescente e os riscos para a saúde, mais gente tem procurado exercícios e serviços personalizados para se manter em forma. Neste cenário, empresas que oferecem treinos com profissionais personalizados devem faturar alto. 

Assistente virtual

Esse ainda é um nicho de mercado pouco desenvolvido no país, mas o crescimento deve despontar nos próximos anos. Hoje, mais gente tem a chance de trabalhar online, de casa. Uma das atividades que pode ser feita é a de assistente virtual, uma espécie de secretária que pode ser contratada por hora. O empreendedor deve ser altamente organizado e ter habilidade de resolver problemas rapidamente. 

Comparação de preços online

O mercado de comparação de preços online no Brasil tem players importantes atuando, mas ainda não contempla, muitas vezes, nichos específicos. Segundo o relatório, as pessoas querem comparar preços de comida, itens para pets e roupas, por exemplo. O grande desafio é ser capaz de comparar esses itens e retornar resultados mais específicos para os usuários. 

Acessórios de computação

Um microcomputador do tamanho de um cartão de crédito. O Raspberry Pi foi criado para estimular o ensino de computação e, depois de dois milhões de unidades vendidas, pode ajudar a desenvolver todo um mercado de acessórios, já que não vem com case ou monitor. 

Negócios temáticos

O estudo considera todos os negócios “vitorianos” como quentes para 2014 no Reino Unido. No Brasil, o grande tema do ano é o próprio país. Com a chegada da Copa do Mundo e eleições, a imagem verde e amarela está em evidência e pode render aos empresários que souberem aproveitar. O fato é que, assim como outros temas, este momento nacional vai passar e é preciso estar preparado para uma possível mudança de rumo. 

Consultor independente de TI

A prática de usar computadores e outros dispositivos pessoais no trabalho tem se espalhado e criado a demanda por consultores de TI independentes, que ajudem empresas a criarem estratégias de segurança e proteger informações confidenciais, por exemplo. 

Comida de rua

Há uma chamada revolução em comida de rua acontecendo em várias cidades do mundo, inclusive em São Paulo. Com mais opções de alimentação além do hot-dog, empreendedores têm conseguido conquistar clientes fiéis com food trucks e outras unidades móveis de venda de comida. 

Blogs

Depois de um boom, os blogs passaram a disputar espaço com as redes sociais na internet. Hoje, muitas empresas tem voltado mais atenção a esse canal como forma de se comunicar e dar conteúdo aos seus leitores. 

Big Data

Muita gente já tem pensado negócios para facilitar a análise de grandes quantidades de dados, mas o potencial do mercado deve continuar grande. Governos, varejo e e-commerce são áreas que podem ser exploradas pelos empreendedores com novas aplicações. 

Desenvolvimento de jogos

O Brasil está entre os cinco maiores mercados do mundo de jogos digitais, com movimentação de mais de 5 bilhões de reais ao ano. Segundo o relatório, o lançamento do Oculus Rift, projeto de realidade virtual que já tem mais de 90 milhões de dólares em investimento, deve criar uma demanda enorme por games. 

Tecnologia verde

O interesse em tecnologias sustentáveis que tragam soluções a problemas ambientais tem crescido nos últimos anos. Segundo o estudo, negócios ligados à geração de energia solar e eólica e ao armazenamento de energia devem ganhar tração neste ano. 

Espaços de coworking

O aumento de startups em várias partes do país traz a demanda por espaços de coworking acessíveis. Geralmente, as oportunidades são maiores em polos com startups de tecnologia, mas empresas de vários segmentos podem demandar estes espaços. 

Cuidados VIP para idosos

Asilos boutiques devem crescer a partir deste ano. Segundo o relatório, oferecer espaços com atendimento personalizado, decoração tipo hotel e acomodações mais bonitas pode ser uma forma de atrair idosos que não pretendem ir a um asilo tradicional. Atividades específicas para a terceira idade também podem ser um atrativo. 
Fonte:http://exame.abril.com.br/pme/noticias/14-ideias-de-negocios-promissores-para-comecar-ja#1

ONDE CONSEGUIR DINHEIRO PARA A SUA EMPRESA CRESCER


Sem capital, muitas pequenas empresas acabam são se desenvolvimento e até falindo. Maurício Galhardo, da Praxis Business, explica como conseguir capitaç para gerenciar o seu negócio.



Acesse o link: http://exame.abril.com.br/videos/dicas-para-empreendedores/onde-conseguir-dinheiro-para-a-sua-empresa-crescer

Fonte: http://exame.abril.com.br/videos/dicas-para-empreendedores/onde-conseguir-dinheiro-para-a-sua-empresa-crescer

sábado, 18 de janeiro de 2014

7 dicas para manter uma boa reputação nas redes sociais


Como gerenciar sua marca nas mídias e solucionar crises online


Um bom relacionamento com os usuários é fundamental para construir uma boa imagem na rede (Foto: Alexandre Affonso)

Não existe nenhum veículo mais rápido ou eficiente para quem quer tornar sua marca mais conhecida, expandir seus negócios, diversificar a atuação e se comunicar com um público mais abrangente. Mas, da mesma forma que pode ser uma poderosa aliada do seu negócio, a web também pode contribuir para arranhar a imagem da sua empresa, caso a comunicação com o público não seja eficiente. A seguir, um guia para manter uma imagem positiva nas redes sociais, monitorar o que é dito sobre a sua empresa e gerenciar crises.
1. Tenha uma presença ativa nas redes sociais. Não basta criar o seu perfil ou fan page e achar que seu trabalho está completo. Ferramentas como Facebook e Twitter exigem dos empreendedores uma interação constante com os clientes. Quem segue uma empresa nas redes espera encontrar posts relevantes, que sejam atualizados com frequência.
2. Fale a língua do seu público. Descubra quem são os seus clientes, o que eles pensam e o que esperam da empresa. Identifique sua persona e adote uma comunicação que reflita a sua marca. O público mais jovem procura interação, vídeos, promoções. Uma marca voltada a uma audiência madura pode ter mais sucesso com ações que indiquem exclusividade. Mas atenção: essa linguagem deve ser coerente com a imagem da empresa fora da rede.
3. Não deixe o usuário falando sozinho. Se o consumidor toma a iniciativa de entrar em contato com a empresa e esta não responde, a repercussão pode ser desastrosa. Pior: o concorrente, percebendo isso, pode atuar de uma forma mais agressiva, fazendo com que os usuários migrem para uma página mais interativa.
4. Acompanhe tudo que é dito. O monitoramento constante de tudo que é publicado sobre sua marca é vital para reagir rapidamente em situações que podem ser prejudiciais para a sua imagem. Como os serviços especializados na área podem ser caros, uma boa ideia é recorrer a ferramentas gratuitas disponíveis online, em sites como Hootsuite, Social Mention, Klout, Wildfire e Nutshellmail.
5. Diante de reclamações, seja rápido e eficiente. A publicação de uma crítica séria sem resposta, ou mesmo um post apagado, pode ter potencial danoso no futuro – e transformar um simples problema em uma crise maior. Atuando logo no início, a empresa corta o mal pela raiz, evitando desdobramentos desagradáveis.
6. Não confunda redes sociais com serviço de atendimento. Sempre que possível, tire a conversa do espaço público. Se uma reclamação surgir em sua página, responda rapidamente, lamentando o ocorrido. Em seguida, peça o e-mail e um telefone de contato e resolva a questão diretamente com o consumidor.
7. Assuma responsabilidade. Caso sua marca se veja no meio de uma crise, a primeira providência é entender o tamanho do problema. Trata-se de uma crise real ou de um boato que assumiu proporções exageradas? A próxima atitude é dar uma resposta à altura. Um pedido formal de desculpas nas redes sociais não necessariamente funciona como uma admissão de culpa, mas mostra que a empresa está engajada em resolver o problema. Tornar pública a solução do caso mostra que a empresa quer evitar que o problema se repita no futuro.
Fonte: http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2013/10/7-dicas-para-manter-uma-boa-reputacao-nas-redes-sociais.html

3 regras essenciais para fazer uma boa contratação

Especialista em recrutamento ensina como analisar um currículo e como conduzir um processo de seleção

De Fabiano Cândido e Marina Salles - 16/01/2014
recrutamento_acordo_emprego_admissão (Foto: Shutterstock)
O processo de seleção e recrutamento é um dos maiores desafios do empreendedor, independente do tamanho do negócio. Às vezes, o profissional preenche todos os requisitos e vai muito bem na entrevista, mas quando começa a trabalhar demonstra fraquezas e que não está apto para o cargo.

No entanto, há como evitar erros. Para isso, o processo de seleção deve ser bem planejado. A fim de facilitar essa tomada de decisões complexa e demorada vale a pena contar com a ajuda de quem tem experiência no assunto. Confira algumas dicas de Danylo Hayakawa, gerente da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half, empresa especializada em recrutamento:
1.    Foque no histórico profissional do candidato. A trajetória na carreira é um dos pontos mais importantes para realizar uma avaliação mais precisa do entrevistado. Profissionais que passaram menos de um ano em seus antigos empregos podem ser considerados instáveis, indício que deve ser levado em consideração. Nesses casos, pode ser feita a pergunta do porquê o candidato saiu dos antigos empregos, para, em último caso, realizar uma checagem junto aos últimos patrões.

2.    Dê ênfase às realizações da pessoa. Em uma análise de currículo, além da simples passagem por outras empresas, também conta muito o envolvimento do profissional com projetos e sua participação na rotina da empresa. Em muitos casos, sinais de estabilidade podem não ser suficientes para qualificar positivamente um profissional. Peça exemplos práticos para então identificar as características do candidato sobre atributos como organização, pró-atividade e motivação, qualidades bastante prezadas pelo empregador.

3.    Não se deixe levar por aspectos emocionais. Fazer perguntas objetivas e fugir de caracterizações emocionais são outra dica importante para o empreendedor que está em fase de contratações. De acordo com Hayakawa, a trajetória de vida do profissional deve fazer parte de uma análise complementar, que ajude no balanço das informações obtidas com perguntas anteriores sem ser um fator primordial.
Fonte: http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/01/3-regras-essenciais-para-fazer-uma-boa-contratacao.html

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


11 comportamentos essenciais para ser mais resiliente

Confira quais são os principais pilares comportamentais da resiliência, característica muito valorizada nos profissionais hoje em dia


mulher praticando ioga

Getty Images  - Alongamento: conceito de resiliência sempre esteve ligado à capacidade de flexibilidade


Há algum tempo, a palavra resiliência deixou o campo da Física e ganhou importância como atributo pessoal em processos de seleção e de avaliação de profissionais.

Usado para identificar aquelas pessoas que conseguem superar dificuldades e desafios e se fortalecerem partir destas situações adversas, o conceito de resiliência sempre esteve ligado à capacidade de flexibilidade de objetos e materiais que voltam ao estado natural após sofrerem pressão, como é o caso de uma mola, por exemplo.

A importância da resiliência para carreira é grande. “No fim do dia, quem cresce na empresa, além de ter competência, é quem, de fato, é resiliente”, diz Yuri Keiserman, diretor executivo da Vetor Editora, que comercializa a EPR (Escala dos Pilares da Resiliência), teste organizacional que avalia o potencial de resiliência de profissionais.

Para ele, os altos níveis de cobrança por resultados e a competitividade presente nas organizações justificam a necessidade de pessoas resilientes. “A gente leva muita pancada. Vivemos situações que poderiam nos frustrar todos os dias”, diz o executivo. 

O teste, elaborado pelas especialistas Tábata Cardoso e Maria do Carmo Fernandes Martins, tem como base uma escala de fatores - chamados de pilares - que contribuem para um comportamento potencialmente mais resiliente. Por ser uma qualidade que depende de fatores também externos, como educação, família e vivência, o teste não indica se o profissional é ou não resiliente mas mostra a força das estruturas internas que apoiam este tipo de atitude. Confira quais são os pilares comportamentais em jogo na resiliência:


1 Encarar mudanças e dificuldades como oportunidades - É o que o teste EPR identifica como aceitação positiva de mudança, explica Rodrigo Fonseca, gerente corporativo da Vetor. “É aceitar que a mudança é uma oportunidade de crescimento, ter a visão de que as adversidades enfrentadas trazem essa possibilidade”, diz Fonseca.


2 Autoconfiança - É um comportamento relacionado à segurança que o profissional tem para encarar as diversas situações que se apresentam. “É a pessoa se sentir confiante para enfrentar desafios”, explica Fonseca.


3 Autoeficácia -Refere-se à percepção que a pessoa tem da sua própria capacidade. “É acreditar na competência, se sentir capaz”, explica Fonseca. Muitas vezes a pessoa pode até não ter potencial alto de inteligência, mas se tiver autoeficácia, diz Fonseca, vai se esforçar além do normal o que acabará compensando eventuais deficiências.


4 Bom Humor - Neste contexto é analisada a capacidade que a pessoa tem de usar o bom humor para lidar com momentos de stress. “As pessoas que tem bom humor se esforçam para tornar o ambiente mais leve em situações difíceis”, diz Fonseca. 


5 Controle emocional - Ataques de ira não são próprios das pessoas flexíveis. “Uma reação desproporcional mostra uma falta de resiliência”, diz Yuri Keiserman. O controle emocional permite ao profissional agir com mais calma e a não perder o foco. “Quem tem autocontrole consegue expressar adequadamente sua emoções o que permite enfrentar melhor situações difíceis”, diz Fonseca. 


6 Empatia - Manter um comportamento resiliente pede uma boa dose de empatia. Saber se colocar no lugar do outro é essencial para minimizar e solucionar conflitos, segundo os especialistas. “No ambiente de trabalho, as relações podem ficar desgastadas porque são intensas e frequentes, por isso a importância da empatia é extrema”, diz Keiserman. 


7 Independência - É um conceito bastante próximo da autonomia, de acordo com Fonseca. Pessoas independentes não se isolam mas também não são dependentes dos outros para desenvolver suas tarefas, atividades e projetos. “É não ter o receio de travar, de empacar”, diz Keiserman. 


8 Otimismo - O nome técnico deste comportamento na EPR é orientação positiva para o futuro. Ou seja, as pessoas com esta característica têm esperança no que está por vir em suas vidas. “Mas não significa que não se preocupem com o futuro”, afirma Fonseca. 


9 Reflexão - Ter a capacidade de analisar e refletir quando o mundo estpa desabando ao seu redor é um dos pilares que apoiam uma pessoa de atitude resiliente, de acordo com Fonseca. Geralmente pessoas assim conseguem encontrar as melhores soluções para os problemas. 


10 Sociabilidade - Está ligada ao bom relacionamento interpessoal. Quem tem esta característica consegue criar vínculos com as outras pessoas. Quem desenvolve a sociabilidade apoia a equipe e é apoiado por ela, explica Fonseca.


11 Valores positivos - Pessoas que seguem seus valores e princípios acabam sendo mais resilientes, de acordo com Fonseca. Segundo ele, não se trata de qual valor a pessoa tem e, sim, da importância que ela dá a eles. “Cada um tem seus próprios valores, ter essa orientação é que é muito importante”, explica Fonseca.


FONTE: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/11-comportamentos-essenciais-para-ser-mais-resiliente?page=1