domingo, 13 de outubro de 2013

Governo quer reduzir prazo para abertura de
empresas


Por Daniel Rittner e Lucas Marchesini | De Brasília

O governo federal promete reduzir, de seis meses para apenas cinco dias, o tempo médio de abertura e fechamento de empresas até o fim de 2014. Com isso, espera um salto do país no "Doing Business", um ranking do Banco Mundial que serve como referência para a qualidade do ambiente de negócios. No item que mede a facilidade em abrir e fechar empresas, o Brasil ocupa atualmente a 121ª posição, entre 185 economias do planeta.

De acordo com o ministro da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, a meta é colocar o país nas primeiras 30 posições. Um contrato entre a nova pasta e a estatal Serpro, no valor deR$ 31 milhões, será firmado até o fim de outubro. O Serpro criará um sistema on-line, com prazo de 12 meses para começar a funcionar, que unificará todos os registros necessários à abertura e ao fechamento das empresas. "Isso requer pesado investimento tecnológico em todas as juntas comerciais do Brasil", disse Afif ao Valor.

Para esse sistema sair do papel, é preciso que haja um "balcão único" de registros, com base no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Ele substituirá inscrições estaduais, municipais, em órgãos ambientais e na vigilância sanitária. Prevê-se ainda que empresas de "baixo risco", em termos ambientais e de insalubridade, poderão ser abertas antes de passar por vistoria prévia, por exemplo, do Corpo de Bombeiros. 

"Cerca de 90% das micro e pequenas empresas são de baixo risco", explicou o ministro. Para ilustrar, mencionou o caso de lavanderias: se as máquinas são movidas a energia elétrica, e não há nenhum caldeirão a lenha no empreendimento, não há risco alto.

A unificação de cadastros, no entanto, requer a aprovação do projeto de lei complementar 237, de 2012. Ele tramita numa comissão especial da Câmara dos Deputados e o relator, Cláudio Puty (PT-PA), deve apresentar um texto substitutivo nos próximos dias. A última audiência pública sobre o assunto deverá ocorrer amanhã em Brasília.

De volta de uma licença médica que durou 45 dias, causada por uma fratura no cotovelo direito, Afif iniciou um"corpo a corpo"com parlamentares para acelerar a tramitação do projeto. Sua expectativa é que a Câmara possa aprová-lo nas próximas semanas, no plenário, e de que o Senado coloque a matéria em regime de "urgência urgentíssima". "É uma questão que não gera conflito, mas consenso multipartidário. O Congresso é protagonista, não coadjuvante."

O projeto representa a maior revisão do Simples Nacional desde 2007. Uma das principais mudanças é ampliar o escopo de atividades econômicas que podem ser enquadradas no regime tributário especial para micro e pequenas empresas. Escritórios de advocacia, de arquitetura, profissionais de comunicação, academias de ginástica, corretores de imóveis, farmácias de manipulação estão na lista de atividades que hoje não são contempladas.

Um dos pontos centrais do projeto é universalizar a possibilidade de enquadramento. A única exigência passa a ser o respeito ao faturamento máximo de R$ 360 mil para micro e de R$ 3,6 milhões para pequenas empresas - sem diferenciação por segmentos da economia.

Diante das restrições atuais da política fiscal, Afif descarta a hipótese de corrigir imediatamente os valores máximos do Super Simples, como o regime também é conhecido. Por enquanto, segundo o ministro, o esforço é ampliar a base de atividades cobertas. "Em vez de ampliarmos o limite, na primeira etapa, vamos dar prioridade a expandir horizontalmente o Simples Nacional a todos os setores", afirmou.

Ele adiantou ainda que "estão sendo estudadas" fórmulas para criar um regime de transição e evitar a "morte súbita" das empresas que ultrapassam o teto de faturamento. 

Hoje, muitos empreendedores abrem empresas com outro CNPJ para evitar a perda do benefício. Uma das alternativas em análise é o pagamento de impostos, fora do Super Simples, apenas pelo corresponde à parcela que extrapola o teto e não sobre todo o faturamento.



terça-feira, 8 de outubro de 2013



Descubra a sua paixão


Identificar aquilo de que você realmente gosta pode ajudá-lo a perceber boas oportunidades de negócios.

Por Elisabete Miranda 

Sempre ouvimos falar que uma das principais fórmulas para o sucesso na vida profissional é fazer o que você ama. No entanto, um dos primeiros obstáculos é descobrir qual é a sua paixão. Converso sobre isso com uma amiga querida há mais de 20 anos, e ela continua me dizendo a mesma coisa: “Não sei pelo que eu tenho paixão”. O interessante é que ela não é de forma alguma uma pessoa sem paixão. Muito pelo contrário, ela é apaixonada por muita coisa, por crianças e por pessoas em geral, ama conversar, ajudar etc.

Infelizmente, assim como minha amiga, muitos de nós vamos pelo caminho errado para procurar a paixão. Ou seja, pensando sobre ela. Estamos habituados a analisar, racionalizar e tentar entender as coisas. E é aí que está o problema, pois a paixão não está no cérebro, mas sim no coração. Não importa o quanto pensemos no assunto, temos de agir e sentir! Pode parecer meio piegas, mas tudo fica mais fácil quando seguimos o coração.

Esse é um dos fatores da equação. Outro componente básico é fazer tudo com paixão. Como assim? Escolhendo ser apaixonado pelo que você faz – pelo menos enquanto tiver de fazê-lo. Isso pode lhe dar muitas oportunidades de negócios. E, como já disse em outros artigos, a paixão é contagiante. Ao estar totalmente engajado com o que faz, você se torna muito mais interessante para as pessoas à sua volta – seja na vida pessoal, seja na profissional.

Mas, então, como fazer para encontrarmos a paixão?

Aqui vão algumas dicas aprendidas na minha própria busca.

1. Ame tudo o que você faz
Ao adotarmos essa filosofia, temos duas opções: no caso de tarefas obrigatórias, podemos decidir simplesmente delegá-las ou não desempenhar nenhuma delas. Ou então, podemos escolher fazê-las de coração. Qualquer outra opção não será saudável. Ao assumirmos o compromisso de amar tudo o que fazemos, fortalecemos os músculos da “paixão” e entramos em um mundo novo. Não podemos ignorar que os seres humanos são definidos pelos hábitos. E, convenhamos, passamos praticamente 80% do nosso tempo acordado trabalhando. Como esperar que alguém que passe 80% do seu tempo reclamando ou aborrecido vá agir de forma entusiasmada e apaixonada nos outros 20%?

Pessoas bem-sucedidas nunca são vítimas das suas circunstâncias. Elas reconhecem que têm responsabilidade por qualquer situação e assumem o controle adequadamente. Detalhe: nem sempre podemos mudar o que estamos fazendo em um determinado momento. No entanto, sempre podemos mudar a forma como estamos fazendo.

2. Preste atenção nos livros, revistas, filmes e passatempos de que você gosta. Eles têm algo em comum?
Quais são os assuntos que estão sempre à sua volta? Onde você concentra o seu tempo, dinheiro e energia? Eles são temas recorrentes? Essa análise será muito mais eficaz se você ouvir seu coração – o corpo, e não o cérebro. Com o que você se empolga? Lembre-se de que as paixões são muitas vezes irracionais e brigam com a lógica e a razão. É fundamental prestar atenção no coração e nas sensações físicas para melhor entender a paixão.

3. Sobre o que você gosta de falar, de aprender ou de ensinar?
Essa é uma pergunta realmente útil e você não deve se censurar ao respondê-la. Com tanta gente vivendo no mundo, é muito provável que exista mercado para as coisas que lhe interessam. Caso tenha dificuldade para chegar a uma conclusão, pergunte a familiares e amigos sinceros qual é o assunto que eles estão cansados de ouvir você falar. Essa será uma ótima dica.

Além disso, não subestime o poder de incorporar a paixão no seu negócio ou carreira atual. Pode ser que você não precise mudar radicalmente o que está fazendo, mas sim injetar mais do que você ama na sua vida.

4. Pare de falar e comece a agir
Pois é, não adianta só falar, temos de agir e viver com paixão. Isso significa fazer coisas de que gostamos, como ler, escrever, fotografar ou fazer cursos. Não tem desculpa: fazer as atividades de que gostamos, principalmente no mundo atual, pode ser bem econômico. Ler, escrever e às vezes até se inscrever em cursos online gratuitos só requer tempo, esforço e foco. Porém, a satisfação de fazer algo que amamos não tem preço.

Ao agirmos de acordo com a nossa paixão, geramos energia, motivação e o compromisso necessário para criar e atingir o sucesso e a realização que desejamos, e é incrível como arrumamos tempo para isso.

Ok, ainda não sabe qual é a sua paixão? Não se acomode – pare de pensar e comece a experimentar! E, a cada experiência, por menor que seja, não pense, sinta! Suas ideias de novos negócios ou de novas ideias para o seu negócio vão aflorar. E aí, meus amigos, tudo ficará mais fácil, tudo fluirá. A vida é muito mais linda quando a vivemos com paixão!

Empreendedores suíços lançam tradutor em tempo real

Equipamento batizado como Sigmo traduz automaticamente em 25 idiomas

Sigmo: aparelho faz tradução de voz em tempo real (Foto: Divulgação)
Um pequeno alto-falante, que pode ser segurado entre dois dedos, promete acabar com as saias justas entre pessoas que falam idiomas diferentes. Batizado de Sigmo, o equipamento traduz, automaticamente, 25 línguas em tempo real, inclusive o português do Brasil.
Para funcionar, o equipamento é conectado ao smartphone do usuário através do Bluetooth e conta com um aplicativo que usa um software de reconhecimento de voz para converter frases faladas em texto. Esse texto é traduzido usando um serviço como o do Google Translate, e depois o app converte esse texto em som novamente.
O Sigmo alcançou sua meta de levantamento de recursos no site Indiegogo, onde estava disponível para venda por US$ 50. O vídeo mostra como o equipamento funciona.
Os inventores do Sigmo são os suíços Marti Karrer e David Barnett, que já enfrentaram barreiras por causa do idioma durante suas viagens.
Para acessar o vídeo visite: http://www.youtube.com/watch?v=XjyhPnd-AEI
PRAZO DE GUARDA DE DOCUMENTOS

"O prazo para guarda de documentos relaciona-se com o prazo decadencial e prescricional relativo a eventuais ações que lhes sejam pertinentes e a constituição de créditos tributários. Descrevemos os prazos para prescrição e decadência, que em última análise são os mesmos prazos que devemos obedecer para GUARDA de documentos."


Fonte: Informativo mensal de Julho de 2013: Aceite Assessoria Contábil e Consultoria Empresarial, CRC/AL 3666/O. / Site: http://www.aceite.com.br/

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Inovações que mudaram o mundo


Qual foi a maior inovação da humanidade? A roda? A linguagem? O domínio do fogo? A família? E a maior novidade contemporânea? Algum produto da Apple começado com i, algum serviço G do Google, a própria internet? Ou seria a robótica? A genética? São questões difíceis. Talvez não haja resposta definitiva para elas. Nesta edição comemorativa, ÉPOCA se propôs um desafio ambicioso: enumerar as 800 inovações mais significativas de todos os tempos. A empreitada, de certa forma, é uma consequência natural da própria história da revista. Nas últimas 800 semanas, desde a primeira edição de ÉPOCA, captar as novidades e trazê-las para o leitor tem sido uma de nossas missões essenciais. Desta vez, convidamos o leitor a participar, sugerindo inovações e votando pela internet. Algumas delas estão no conteúdo especial que chega às bancas e aos tablets neste fim de semana.



Os 9 perfis dos empreendedores brasileiros

Uma pesquisa realizada pela Endeavor identifica os perfis que compõem o panorama atual do empreendedorismo no país.


Desbravador, empolgado, provedor, apaixonado, antenado, independente, arrojado, pragmático, lutador.

Apenas esses adjetivos enumerados, desprovidos de contexto e significado, pouco tem a mostrar. Mas, quando vistos sob um prisma sócio-demográfico, sustentados por um conjunto de características, atitudes e expectativas, revelam os sujeitos altamente heterogêneos que compõem o panorama atual do empreendedorismo brasileiro.

Segmentados entre empreendedores formais, informais e potenciais, esses diferentes perfis são o foco da pesquisa Empreendedores Brasileiros: Perfis e Percepções 2013, realizada pela Endeavor Brasil com o apoio da Ibope Inteligência.

Para distinguir suas particularidades, ambições e dificuldades, o estudo realizou entrevistas com cerca de 3 mil brasileiros, entre proprietários de empresas, potenciais empreendedores e outros jovens e adultos que não pretendem abrir um negócio próprio.

A finalidade da segmentação, como ressaltou Amisha Miller, gerente da área de Pesquisa e Políticas Públicas da Endeavor, é esclarecer a melhor forma de apoiar e desenvolver produtos e serviços direcionados a cada perfil.

“As organizações que se relacionam com empreendedores podem investir seu dinheiro de uma forma muito mais eficaz, criando produtos focados em grupos específicos e usando melhor os canais de comunicação para alcançá-los”, propõe. “Não podemos tratar os empreendedores (28% da população entre 16 e 64 anos) e os potenciais empreendedores (33% da mesma amostra) como um grupo padrão.”

O índice que mede o sucesso dos empreendedores, usado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), é o crescimento em número de funcionários e renda. Neste aspecto, a pesquisa mostra que apenas 4% da população brasileira é de empreendedores com funcionários - os mais desenvolvidos economicamente (sua renda pessoal é quase o dobro em comparação à renda do total de empreendedores) e com maior nível de escolaridade (24% deles completou o ensino superior, enquanto a média dos empreendedores brasileiros é de 16%).

Outro diferencial é que este grupo recorre a mais fontes de informação - como jornais, internet etc. - e busca mais treinamento e cursos na área.

Ainda assim, reconhece a pesquisa, independentemente do perfil do empreendedor, existe um grande déficit educacional a suprir. 

Entre os quatro maiores problemas enfrentados pelos empreendedores brasileiros, três estão ligados à falta de conhecimento, principalmente nos quesitos: gestão de pessoas, fluxo de caixa e como administrar um negócio. Soma-se a isso a informação de que muitos acreditam que o empreendedorismo é algo intrínseco às pessoas e, portanto, colocam o preparo em segundo plano.

Ao analisar as relações de empreendedores com associações de classe e instituições de empreendedorismo, o estudo mostra que, embora quase 100% dos proprietários de negócios formais conheça o Sebrae, por exemplo, apenas 46% deles já teve algum tipo de relacionamento com a instituição; entre os informais, a mesma taxa fica em 31%.

“Atualmente, muitos cursos para empreendedores tem foco nas empresas e não no empreendedor em si”, avalia Amisha. “Com isso, é mais difícil chamar a atenção do empreendedor: ele reconhece os cursos de empreendedorismo como um benefício para a empresa, mas não para ele, como pessoa ou líder. Acreditamos que esta é uma das razões pelas quais os empreendedores não recorram aos cursos, embora saibam da sua existência.”

Conheça algumas características e necessidades identificadas pela pesquisa no grupo de empreendedores formais:

Apaixonado: a maioria é mulher, entre 25 e 35 anos. Em geral, possui empresas nas áreas de saúde, estética e venda de acessórios. Enfrenta dificuldades burocráticas e falta de investimento. Poderia se beneficiar de cursos sobre acesso a capital, inovação e networking.

Antenado: geralmente é jovem e tem maior renda familiar. Enfrenta obstáculos de conhecimento e investimento. Demanda mentoring e coaching, além de ajuda com recursos humanos.

Independente: empreendedor mais maduro e estável. Não acessa muito a internet, portanto precisa de conteúdo por meio de revistas e ou jornais. Para resolver problemas financeiros, requer educação sobre linhas de financiamento e oportunidades de acesso a capital.

Arrojado: a maioria é composta por homens com maiores rendas pessoal e familiar. Para crescer, precisaria de ajuda sofisticada e mentoring /networking com especialistas para resolver problemas de conhecimento empresarial, obstáculos financeiros e pessoais.


ACESSE A PESQUISA COMPLETA E CONHEÇA MAIS SOBRE O PERFIL DOS EMPREENDEDORES BRASILEIROS:
FONTE: http://www.endeavor.org.br/artigos/estrategia-crescimento/cenarios-e-tendencias/as-diversas-faces-do-empreendedorismo-no-brasil